Começando a ter inteligência através do uso de dados: Pequenas e médias indústrias

Controlar o processo produtivo de produtos é uma atividade diária presente em qualquer indústria. Nas indústrias de pequeno e médio porte, é comum a presença de operadores percorrendo o chão de fábrica e fazendo anotações a fim de averiguar se as variáveis importantes para o processo estão dentro das condições ideais e se o produto acabado está com a qualidade exigida. Quando algo demonstra estar fora da condição ideal, são feitos ajustes para que o processo produtivo possa voltar as condições corretas de operação.

As anotações feitas pelos operadores costumam ser a principal fonte para aplicar inteligência em dados em pequenas e médias indústrias. Esses dados normalmente alimentam planilhas, que são o meio mais comum de gestores criarem indicadores de desempenho e fazerem análises e comparações sobre o processo produtivo. E é através desse ferramental que os gestores buscam identificar possibilidades de otimizações operacionais.

A partir destas condições, você percebe quanto tempo pode levar até o gestor ter a possibilidade de identificar oportunidades de melhorias no processo produtivo?

Essa rotina de anotar dados está presente e é vivida pela maioria das pequenas e médias indústrias do Brasil. Tais indústrias carecem de tecnologias que possibilite adquirir e supervisionar dados em tempo real, permitindo rápida avaliação da qualidade da operação e rápida tomada de decisão quanto há a necessidades de ajuste no processo produtivo. Porém, grande parte dessas indústrias de pequeno e médio porte, são compostas por equipamentos que não são compatíveis com a maiorias das tecnologias de aquisição e supervisão de dados presentes mercado, o que torna a instalação destes monitoramentos uma tarefa mais difícil. Segundo a ABIMAQ, a idade média das máquinas na indústria de transformação brasileira é de 17 anos, enquanto em países com maior desenvolvimento tecnológico, como Alemanha e EUA, a média é de 4 e 7 anos respectivamente. Sendo assim, para a maioria das indústrias de pequeno e médio porte, implementar tecnologias para aquisição e supervisão de dados costuma considerar a substituição de equipamentos, o que torna o processo financeiramente inviável.

Entretanto, com o avanço das tecnologias na ultima década, esse cenário esta mudando. Com o desenvolvimento de tecnologias como a de sensores inteligentes, dispositivos de internet industrial das coisas (IIoT), redes móveis de comunicação e a computação em nuvem está possibilitando às indústrias viabilizarem a aquisição e supervisão de dados de forma estratégica. Mas o que eu quero dizer com estratégica? Quero dizer que essas tecnologias estão viabilizando, financeiramente, a implementação de sistemas de aquisição e supervisão de dados em apenas uma variável ou equipamento considerado prioridade no processo produtivo da indústria.

Para facilitar o entendimento, podemos citar como exemplo, uma indústria que possui o sistema de água gelada como principal insumo do seu processo de fabricação. Implementar o monitorando das variáveis que influenciam esse insumo pode ser um bom começo no processo de inserir inteligência através de dados na sua produção industrial. Por exemplo, através do acompanhamento em tempo real e histórico apenas da temperatura da água no sistema e dos status (ligado ou desligado) dos equipamentos, como torres de resfriamento e chillers, já será possível obter insights para a tomada de decisão de operadores e gestores. E quando mais ágil for essa tomada de decisão, maior será o controle na quantidade de perdas de produtos (refugos) e no tempo de máquinas parada.

Então, ser você é um gestor e ficou interessado em conhecer mais sobre tecnologias que podem proporcionar inteligência operacional utilizando dados do seu processo produtivo, entre em contato com a hazel que teremos o prazer em te ajudar.

Leonardo Ribeiro

COO

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